Perdemos um grande mestre da matemática

João Silva de Assis, grande mestre da matemática, se foi voltando de viagem, por certo alegrando outras vidas, teve um ataque fulminante ainda no carro, vindo a óbito. Trabalhei com João em 2001 e pude aprender muita coisa com esse cara genial. Tínhamos um grupo entusiasmado com Marcus outro mestre da matemática, Luana de português e Marlucinha.
Fica a saudade e admiração por esse mestre.

Família EMFoco

João das viagens
Agência Efe

Roberto Midlej, do A Tarde

A história se repete desde 1972: todo dia 2 de dezembro, músicos baianos e de outros Estados se reúnem em Salvador para celebrar o Dia do Samba. A festa desta terça, na Praça Municipal, será em homenagem àquele que, para muitos, é o maior sambista vivo brasileiro: Paulinho da Viola, autor de clássicos como Timoneiro e Pecado Capital.
O show, que começa às 17 horas, terá dois convidados de fora: Benito di Paula e Diogo Nogueira. “O sucesso de Benito é espantoso, porque ele não tem mídia. Mas é um compositor muito bom e tem músicas que deixaram de ser dele e praticamente caíram no domínio popular”, diz Edil Pacheco, um dos organizadores da festa.
A ironia é que Benito di Paula protagonizou, na década de 70, uma polêmica com o homenageado da noite. Para muitos, a música Argumento, de Paulinho (“Tá legal, eu aceito o argumento/ Mas não me altere o samba tanto assim...”), era uma crítica ao samba que o colega tocava usando piano em vez de instrumentos típicos dos sambistas.
Para o sucesso de Paulinho, Benito compôs uma resposta, Não me Importa Nada, em que criticava o sambista carioca: “Você está perdido/ Se perdeu no tempo”. Mas Edil garante que o convite a Benito não tem nada a ver com a tal polêmica, negada por Paulinho da Viola.
Ele anuncia também uma grande surpresa para a festa. “É uma grande estrela da música brasileira, das mais incensadas”, diz Edil, evitando revelar o nome, por se tratar de uma surpresa. Mas deixa escapar que nasceu na Bahia
DIA MUNDIAL DE LUTA CONTRA A AIDS
Euzeni Daltro, do A TARDE

>> Você mantém o uso do preservativo mesmo em relacionamentos duradouros?
O Dia Mundial de Luta contra a Aids, lembrado nesta terça, vem embalado por uma estatística que reforça ainda mais a necessidade de mobilização em torno da data: Salvador registrou um aumento de 41% no número de pessoas com Aids entre 1997 e 2007. Os dados são do Boletim Epidemiológico Aids/DST 2009, divulgado na última quinta-feira, 26, pelo Ministério da Saúde.
A síndrome da imunodeficiência adquirida (Aids) é uma doença transmitida pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV) e atinge principalmente a imunidade do indivíduo. À medida que a doença se desenvolve e compromete o sistema imunológico, é comum o surgimento de doenças como tuberculose, pneumonia, candidíase e infecções do sistema nervoso, entre outras.
O infectologista Adriano Silva explica que a principal causa de contaminação da Aids é por meio da relação sexual desprotegida, ou seja, sem o uso da camisinha. Ele acrescenta que pessoas que tenham outras doenças sexualmente transmissíveis, como herpes e condiloma, estão mais sujeitas a transmitir e adquirir a Aids.
O hábito de não usar camisinha na relação sexual é comum entre casais, até mesmo aqueles com um relacionamento estável. Mas não usar preservativo mesmo em relações desse tipo também pode representar risco para as partes, explica Adriano Silva.
“Você sugerir para um casal com relação estável que mantenha a camisinha chega a ser algo inconveniente. Contudo, o ideal é que as duas pessoas sejam submetidas a exames e mostrem simultaneamente uma à outra o resultado. Retirar o método de barreira, o preservativo, sem fazer o exame é um risco”, alerta o especialista.
Contra o preconceito - “Viver com Aids é possível. Com preconceito, não” é o tema da campanha do Dia Mundial de Luta contra a Aids deste ano, que vai ser lançada amanhã em Brasília. O tema faz alusão ao aumento na sobrevida e na qualidade de vida dos aidéticos com o surgimento dos medicamentos antirretrovirais (ARV). Os medicamentos dificultam a multiplicação do HIV e, por consequência, preservam as células de defesa do sistema imunológico, adiando a manifestação dos sintomas da doença.
O tratamento e os medicamento antirretrovirais (ARV) são administrados aos portadores da doença nos Hospital Roberto Santos, Hospital Universitário Professor Edgard Santos (Hospital das Clínicas), Hospital Santo Antônio, das Obras Sociais Irmã Dulce e no Centro Estadual Especializado em Diagnóstico, Assistência e Pesquisa (Cadap).
Em Salvador, a assistência básica ao portador do HIV é feita pelo Centro de Referência Estadual de Aids (Creaids), na Rua Comendador José Alves Ferreira, 240, Garcia. O centro possui hospital-dia e ambulatório. Mais informações pelo telefone 3328-5737.
Como parte das atividades em torno da data, será montada hoje, no Dique do Tororó, tenda para orientar a população sobre a Aids, além de distribuição de preservativos e material educativo. A iniciativa é da Secretaria da Saúde do Estado, por meio do Programa Estadual de DST/Aids.
>>Portal da Aids: www.aids.gov.br
TELEANÁLISE

Malu Fontes
A morte de volta à vida
A morte está de volta, e no pior sentido. As gerações urbanas que adolesceram nas últimas três décadas foram desacostumadas com a morte, no que se refere ao contato visual com a presença de um corpo morto. Os percursos e os rituais da morte há muito se afastaram dos espaços privados, da casa onde se mora. Migraram para os hospitais e destes para velórios nos cemitérios. O que alguns historiadores chamam de morte burguesa se caracteriza justamente por ocorrer e ser embalada, durante e depois, num processo de medicalização, institucionalização, assepsia e distanciamento físico em que o corpo morto praticamente desaparece do raio de visão até mesmo dos familiares mais próximos.
Quem viveu a infância nos idos dos anos 60, 70, ou longe dos grandes centros urbanos, certamente traz na memória imagens e cenas de um conhecido ou ente querido morto, geralmente em casa, onde eram realizados os velórios. Os ritos fúnebres em espaços privados eram tão comuns como os batizados e os casamentos. Com a institucionalização da morte e sua transferência para os domínios da medicina, as crianças, os adolescentes e os adultos jovens contemporâneos sempre, com raras exceções, foram mantidos à distância do fenômeno pontual da morte e mais ainda das imagens reais de um corpo morto.
MATADA E MORRIDA - Esta semana, no entanto, duas pesquisas encomendadas pelo Governo Federal para subsidiar a formulação de políticas públicas voltadas para os jovens, visando deter o alarmante índice de mortes e de toda a sorte de modalidades de violência entre esse contingente populacional, alertaram para um dado que impressiona. Mais da metade dos jovens entrevistados já viram um corpo morto na rua em consequência da violência. A partir de terça-feira, quando foram divulgadas as pesquisas dando conta dos altos índices de vulnerabilidade dos jovens à violência, todos os telejornais exibiram matérias especiais sobre o assunto.
Mais de 55% dos jovens entrevistados afirmaram já ter visto corpos de pessoas assassinadas nos últimos 12 meses e, entre os entrevistados na cidade de São Paulo, 13% disseram já ter presenciado um assassinato. Ou seja, por contingências perversas e relacionadas à violência, o que se viu nos resultados das pesquisas e em todas as abordagens jornalísticas feitas a partir dos dados encontrados foi que a presença física de um corpo morto voltou a fazer parte da vida de milhares de pessoas nos centros urbanos. E, diferentemente do que ocorria décadas atrás, a proximidade de agora é com a morte matada, e não com a morte morrida, como se diz no popular.
CARRINHO E TRÂNSITO - As crianças do passado confrontavam-se com mortes consideradas naturais, por doença, idade avançada, etc. Agora são os assassinatos e os acidentes de trânsito que espalham corpos pela cidade. As autoridades dão sua contribuição para que esse contato seja ainda mais brutal e banal. Em Salvador, há uma semana, uma professora atropelada na região do Iguatemi e um jovem executado a tiros no subúrbio foram objetos de protestos e de cobertura dos meios de comunicação impressos e televisivos. Ambos permaneceram mais de cinco horas estendidos na rua, literalmente atrapalhando o trânsito, aguardando a remoção por parte das equipes da segurança pública. O tempo foi mais que suficiente para que os poderes públicos ostentassem ineficiência, desrespeito e sua contribuição para a banalização da visão da população diante dos corpos mortos multiplicados pela violência. Outro fato revelador da banalização do cadáver foi a imagem que circulou o mundo, há cerca de um mês, de um homem morto colocado na rua, no Rio de Janeiro, dentro de um carrinho de supermercado. O corpo, naquele acondicionamento insólito, ficou horas sendo observado por crianças, jovens, adultos, velhos e pelas lentes televisivas e fotográficas do mundo.
BAHIA MAL NA FITA - Não deixa de ser paradigmático que em uma cultura na qual a morte se torna cada vez mais um tabu, por representar o fracasso de todos os progressos da tecnologia médica e da farmacologia diante da natureza biológica, ela volte a fazer parte do cenário cotidiano das populações urbanas justamente por conta de causas tão primitivos e bárbaras, como a eliminação do outro ao sabor dos conflitos sociais. Um outro dado das pesquisas sobre o contexto sob o qual vive o jovem brasileiro deixou a Bahia muito mal na fita. Das 15 cidades brasileiras pesquisadas com mais de 100 mil habitantes consideradas as mais perigosas para os jovens, onde estes têm mais chance de morrer ou ingressar no crime, 5 são baianas. Itabuna, depois de conquistar a liderança em casos de Dengue, também conseguiu o primeiro lugar nacional onde a população jovem corre mais riscos, onde é mais vulnerável à violência, à morte e a agressões.
Malu Fontes é jornalista, doutora em Comunicação e Cultura e professora da Facom-UFBA. Texto publicado em 29 de Novembro de 2009.
Lula faz política culta e com arte
José Celso Martinez Corrêa, em 10/11/

No mesmo dia em que Caetano fazia sua entrevista de capa, muito bela como sempre, no Caderno 2 do Estadão, o Ministro Ecologista Juca Ferreira publicava uma matéria na Folha na seção Debates. Um texto extraordinariamente bem escrito em torno da cultura, como estratégia, iniciada no 1º Governo de Lula ao nomear corajosa e muito sabiamente Gilberto Gil como Ministro da Cultura e hoje consolidada na gestão atual do Ministro Juca.
Hoje temos pela primeira vez na nossa história um corpo concreto de potencialização da cultura brazyleira: o Ministério da Cultura, e isso seu atual Ministro soube muito bem fazer, um CQD em seu texto.
Por outro lado, meu adorado Poeta Caetano, como sempre, me surpreendeu na sua interpretação de Lula como analfabeto, de fala cafajeste, abrindo seu voto para Marina Silva.
Nós temos muitas vezes interpretações até gêmeas, mas acho caetanamente bonito nestes tempos de invenção da democracia brazyleira, que surjam perspectivas opostas, mesmo dentro deste movimento que acredito que pulsa mais forte que nunca no mundo todo, a Tropicália.
Percebi isso ao prefaciar a tradução em português crioulo = brazyleiro do melhor livro, na minha perspectiva, claro, escrito sobre a Tropicália: Brutality Garden, Jardim Brutalidade, de Chris Dunn, professor de literatura Brazyleira, na Tulane University de New Orleans.
Acho, diferentemente de Caetano, que temos em Lula o primeiro presidente antropófago brazyleiro, aliás Lula é nascido em Caetés, nas regiões onde foi devorado por índios analfabetos o Bispo Sardinha que, segundo o poeta maior da Tropicália, Oswald de Andrade, é a gênese da história do Brazil. Não é o quadro de Pedro Américo com a 1ª Missa a imagem fundadora de nossa nação, mas a da devoração que ninguém ainda conseguiu pintar.
Lula começou por surpreender a todos quando, passando por cima das pressões da política cultural da esquerda ressentida, prometeica, nomeou o Antropófago Gilberto Gil para Ministro da Cultura e Celso Amorim, que era macaca de Emilinha Borba, para o Ministério das Relações Exteriores, Marina Silva para o Meio Ambiente e tanta gente que tem conquistado vitórias, avanços para o Brasil, pelo exercício de seu poder-phoder humano, mais que humano.
Phoderes que têm de sambar pra driblar a máquina perversa oligárquica, podre, do Estado brasileiro. Um estado oligárquico de fato, dentro de um Estado Republicano ainda não conquistado para a “res pública”. Tudo dentro de um futebol democrático admirável de cintura. Lula não pára de carnavalizar, de antropofagiar, pro País não parar de sambar, usando as próprias oligarquias.
Lula tem phala e sabedoria carnavalesca nas artérias, tem dado entrevistas maravilhosas, onde inverte, carnavaliza totalmente o senso comum do rebanho. Por exemplo, quando convoca os jornalistas da Folha de S. Paulo a desobedecer seus editores e ouvir, transmitindo ao vivo a phala do povo. A interpretação da editoria é a do jornal e não a da liberdade do jornalista. Aí , quando liberta o jornalista da submissão ao dono do jornal, é acusado de ser contra a liberdade de expressão. Brilha Maquiavel, quando aceita aliança com Judas, como Dionísios que casa-se com a própria responsável por seu assassinato como Minotauro, Ariadne. É realmente um transformador do Tabu em Totem e de uma eloquência amor-humor tão bela quanto a do próprio Caetano.
Essa sabedoria filosófica reflete-se na revolução cultural internacional que Lula criou com Celso Amorim e Gil, para a política internacional. O Brasil inaugurou uma política de solidariedade internacional. Não aceita a lógica da vendetta, da ameaça, da retaliação. Propõe o diálogo com todos os diabos, santos, mortais, tendo certa ojeriza pelos filisteus como ele mesmo diz. Adoro ouvir Lula falar, principalmente em direto com o público como num teatro grego. É um de nossos maiores atores. Mais que alfabetizado na batucada da vida, lula é um intérprete dela: a vida, o que é muito mais importante que o letrismo. Quantos eruditos analfabetos não sabem ler os fenômenos da escrita viva do mundo diante de seus olhos?
Eu abro meu voto para a linha que vem de Getúlio, de Brizola, de Lula: Dilma, apesar de achar que está marcando em não enxergar, nisto se parece com Caetano, a importância do Ministério da Cultura no Governo Lula. Nos 5 dedos da mão em que aponta suas metas, precisa saber mais das coisas, e incluir o binômio Cultura & Educação.
Quanto a Marina Silva, quando eu soube que se diz criacionista, portanto contra a descriminalização do aborto e da pesquisa com células-tronco, pobre de mim, chumbado por um enfarte grave, sonhando com um coração novo, deixei de sequer imaginar votar nela. Fiz até uma cena na Estrela Brasyleira a Vagar - Cacilda!! para uma personagem, de uma atriz jovem contemporânea que quer encarnar Cacilda Becker hoje, defendendo este programa tétrico.
Gosto muito de Dilma, como de Caetano, onde vou além do amar, vou pra Adoração, a Santa adorada dos deuses. Acho a afetividade a categoria política mais importante desta era de mudanças. “Amor Ordem e Progresso.” O amor guilhotinado de nossa bandeira virou um lema Carandiru: Ordem e Progresso, só.
Apreendi no livro de Chris Dunn que os americanos chamam esta categoria de laços homossociais, sem conotação direta com o homoerotismo, e sim com o amor a coisas comuns a todos, como a sagração da natureza, a liberdade e a paixão pelo amor energia, santíssima eletricidade. Sinto que nessas duas pessoas de que gosto muito, Caetano e Dilma, as fichas da importância cultural estratégica, concreta, da Arte e da Cultura, do governo Lula, ainda não caíram.
A própria pessoa de Lula é culta, apesar de não gostar, ainda, de ler. Acho que quando tiver férias da Presidência vai dedicar-se a estudar e apreender mais do que já sabe em muitas línguas. Até hoje ele não pisou no Oficina. Desejo muito ter este maravilhoso ator vendo nossos espetáculos. Lula chega à hierarquia máxima do teatro, a que corresponde ao papa no catolicismo: o palhaço. Tem a extrema sabedoria de saber rir de si mesmo. Lula é um escândalo permanente para a mente moralista do rebanho. Um cultivador da vida, muito sabido, esperto. Não é à toa que Obama o considera o político mais popular do mundo.
Caetano vai de Marina, eu vou de Dilma. Sei que como Lula ela também sente a poesia de Caetano, como todos nós, pois vem tocada pelo valor da criação divina dos brazyleiros. Essa “estasia”, Amor-Humor, na Arte, que resulta em sabedoria de viver do brasileiro: Vida de Artista. Não há melhor coisa que exista!
Lula faz política culta e com arte. Sabe que a cultura de sobrevivência do povo brasileiro não é super, é infra estrutura. Caetano sabe disso, é uma imensa raiz antenada no rizoma da cultura atual brazyleira renascente de novo, dentro de nós todos mestiços brazyleiros. Fico grato a Caetano ter me proporcionado expor assim tudo que eu sinto do que estamos vivendo aqui agora no Brasil, que hoje é um país de poesia de exportação como sonhava Oswald de Andrade, que no Pau Brasil, o livro mais sofisticado, sem igual brazyleiro canta:
“Vício na fala
Pra dizerem milho dizem mio
Pra melhor, dizem mió
Para telha, dizem teia
Para telhado, dizem teiado
E vão fazendo telhado”
SamPã, 6 de novembro, sob o signo de escorpião, sexo da cabeça aos pés, minha Lua de Ariano, evoéros!
Fonte: O Estado de S.Paulo
João Eça | A TARDE
O operário Genildo dos Santos, 28 anos, morreu após cair da sétima laje da obra do condomínio de luxo Le Parc Residential Resort – localizado na Avenida Paralela - na qual trabalhava como ajudante comum. O acidente aconteceu por volta das 16h desta segunda-feira, 23. O Le Parc é um empreendimento realizado pelas construtoras Cyrela Andrade Mendonça e Jotagê Engenharia.
O presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Construção e da Madeira da Bahia (Sintracom-BA), Raimundo Brito, fez duras críticas aos responsáveis pelo Le Parc.
“Nesta obra faltam as proteções laterais que chamamos de “bandeja”. A cada três andares, a construtora tem de instalar uma, pois essa proteção evita a queda de materiais e também dos trabalhadores. Já havíamos feito dois protestos no Le Parc cobrando melhores condições de trabalho e também reivindicando o pagamento dos salários. Esta é a pior obra que nós temos em termos de tratamento e segurança dos funcionários, higiene dos banheiros e alimentação. Tudo de ruim existe no Le Parc”, sentencia Raimundo, informando que cerca de três mil trabalhadores atuam naquele local..
Em nota, a assessoria de comunicação do Le Parc afirma que Genildo "estava com todos os equipamentos de segurança exigidos, mas ao desprender-se de um dos equipamentos para fazer um movimento, se desequilibrou e caiu. A equipe de socorro do canteiro de obras prestou atendimento imediato a Genildo e em seguida o encaminhou para o HGE (Hospital Geral do Estado). A empresa lamenta o acontecido e está tomando todas as providências e prestando apoio a família do funcionário".
Em decorrência da morte de Genildo, a direção do Sintracom-BA irá organizar um manifestação em frente ao condomínio Le Parc, a partir das 6h30 desta terça-feira, 24, para protestar contra a falta de segurança dos trabalhadores da construção civil na Bahia.
De acordo com a assessoria de comunicação do Sintracom-BA, Genildo nasceu no município baiano de Inhambupe, era casado e residia no bairro de Nova Sussuarana. Gravemente ferido, o operário ainda foi levado para o Hospital Geral do Estado (HGE), na Avenida Vasco da Gama, mas não resistiu e morreu antes de receber atendimento médico.
PERSONAGEM DE TAÍS ARAÚJO HUMILHADA EM PLENA SEMANA DA CONSCIÊNCIA NEGRA
* Ivandilson Miranda Silva

Não poderia deixar de comentar a última mancada de Manoel Carlos que ao criar a primeira Helena negra das suas DRAMA-TURGIAS, escreve uma cena que, na minha modesta opinião, passou dos limites e mostra como esse autor é limitado e preconceituoso na construção das suas tramas. Em quase todas as novelas, Maneco como é chamado entre os diretores e atores, concebe protagonistas sempre com o mesmo nome (Helena), se Freud não explicar isso, quem mais consegue?
Ele (Maneco) sempre apresenta um universo trágico para as mulheres de suas novelas, não apenas a protagonista, mas quase todas sofrem horrores nos seus textos. A tal novela em questão, não deveria ter o título de VIVER A VIDA, mas sim SOFRER A VIDA ou MULHERES SOFRIDAS, pois Maneco insiste nessa fórmula que mistura depressão, inveja, complexo de inferioridade e preconceitos.
A última e (talvez) a mais grave investida desse autor foi a cena densa e infeliz em que Taís Araújo (Helena) se ajoelha diante da personagem de Lílian Cabral e toma um tapa no rosto. O que tem de anormal nesse acontecimento? Alguns mais ligados e envolvidos com a trama podem não perceber a gravidade desse episódio, mas essa cena tem um impacto muito forte numa semana de comemoração da CONSCIÊNCIA NEGRA no nosso país.
Taís Araújo é descendente genuína da mãe África, uma das matrizes da nossa formação cultural, religiosa, moral e identitária. O Brasil é um país irmão do continente africano e em plena semana da CONSCIÊNCIA NEGRA, momento de refletir e agir contra qualquer tipo de preconceito á nação afro-brasileira, uma cena de uma mulher negra ajoelhando-se, pedindo perdão e recebendo um tapa no rosto não pode ser tratado como mera coincidência de exibição do capitulo nessa mesma semana de conscientização.
Se nas novelas anteriores fica nítida a tendência de Maneco em expor ao extremo o sofrimento das mulheres que sempre estão a reboque dos desejos e vontades dos homens, essa nova CHORONOVELA, mostra uma nuance mais perversa: uma Helena negra que sofre demais como as outras e ainda precisa apanhar de uma branca de olhos azuis.
Para quem acha que isso tudo é normal, que esse debate é desnecessário, assistam o documentário a NEGAÇÃO DO BRASIL que é uma pesquisa feita por Joel Zito Araújo na história da telenovela no nosso país e particularmente uma análise do papel nelas atribuído aos atores negros, que sempre representam personagens mais estereotipados e negativos. Esse filme elenca uma série de depoimentos de atores negros, entre eles Toni Tornado, que mostra como as personagens são pensadas na teledramaturgia brasileira. Nada acontece por acaso na televisão.
Fica a reflexão e o protesto contra esse episódio que comprova a formação limitada e preconceituosa de alguns autores. Salve Grande Otelo, Zezé Mota, Abdias do Nascimento, Ruth de Souza, Antônio Pitanga, Lázaro Ramos, Milton Gonçalves, Elisa Lucinda, Salve Zumbi dos Palmares, o grande ator de todas essas transformações.
Filmografia
A Negação do Brasil. Joel Zito Araújo, Brasil, 2000.
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*Graduado em Filosofia Pela Universidade Católica do Salvador (UCSAL), Especialista em Metodologia do Ensino, Pesquisa e Extensão em Educação Pela Universidade do Estado da Bahia (UNEB), Professor de Filosofia e Sociologia na Fundação Baiana de Engenharia (FBE) e no Colégio Acadêmico de Villas do Atlântico, Músico da Banda Periferia, Colaborador e Professor de Cinema e Contextualização na Associação Educacional, Cultural e Ambiental Comunidade Universitária, Leciona as Disciplinas Humanidades I e II na UNIME – PARALELA, Salvador, Ba. E-mail: ivandilson-silva@ig.com.br, Blog: http://ivandilsonmiranda.zip.net
MEU PRIMEIRO LIVRO: CONFIRAM
Conheci o site do Clube dos Autores numa reportagem sobre novas formas de editar e divulgar a produção literária e cientifica. Esse site publica sua obra e envia para qualquer parte do país e do mundo. Quem gosta de escrever, tem monografias, dissertações, teses, contos, poemas e outros tipos de textos, tente divulgar a sua ideia.
Eu já publiquei a minha. O meu primeiro livro chama-se Temas do Cotidiano. É uma coletânea de textos preparados para as aulas de filosofia, sociologia e humanidades que discute uma série de questões da contemporaneidade.
Para acessar a obra você deve digitar o endereço do clube dos autores (http://clubedeautores.com.br ) e já no site, na parte de buscas, escrever o nome do autor (Ivandilson Miranda Silva) ou o nome do livro (Temas do Cotidiano).
Aguardo sua visita e espero que adquira o livro. Ajude esse pobre homem (risos!!!!)

Emanuella Sombra, do A TARDE
O que aconteceu naquele fatídico amanhecer em que o marechal Deodoro da Fonseca deu o golpe de estado responsável por derrubar a monarquia não parece familiar à maioria dos soteropolitanos. A TARDE foi à rua e entrevistou engenheiros, aposentados, estudantes, funcionários públicos e profissionais liberais, mas nenhum soube descrever corretamente o 1889 no Rio de Janeiro. Historiadores explicam que o desconhecimento vai além de um 2° grau mal feito.
Mestre em história social e professor de história do Brasil com ênfase na Bahia, o pesquisador Edinaldo Souza explica que a proclamação foi liderada por setores do Sudeste, e que na Bahia não contava com a simpatia popular, tampouco das oligarquias agrícolas. Tanto que os baianos só conheceram o golpe às 16 horas do dia 15. “O Estado foi a última a aderir. Aqui, a República só foi proclamada no dia 16, e re-proclamada no dia 17”.
A “dupla” proclamação se deu, de acordo com o historiador, porque o recém nomeado ministro Ruy Barbosa não ficara satisfeito com a indicação de Virgílio Damásio para governador, preferindo Manoel Vitorino. “É provável que o povo não tenha visto com bons olhos a queda do imperador (D. Pedro II), muito porque a proclamação chegou numa época de popularidade da monarquia, em decorrência da abolição da escravatura um ano antes”. Terem transformado a figura do inconfidente Tiradentes em ícone republicano foi outro sintoma dessa impopularidade.
Tal qual a cena protagonizada por Deodoro no Rio, na então Praça da Aclamação, aqui houve um movimento mais ou menos encenado e sem a participação do povo. Em Salvador, os dois golpes foram selados no Forte de São Pedro, próximo ao Palácio da Aclamação do Campo Grande, mas “não foram recebidos com festa”. Aos acostumados com as tradicionais mobilizações do 2 de julho, um aviso: a ignorância está, em parte, perdoada.

O trio norueguês a-ha anunciou que vai se separar em 2010. O anúncio foi feito através de um comunicado no site oficial do grupo. Segundo a nota, a separação é amigável e visa apenas a possibilidade dos integrantes se dedicarem a outras atividades, como trabalhos humanitários e política. A banda fará uma turnê mundial em 2010 para se despedir dos fãs. As datas ainda não foram divulgadas, mas o último show da carreira do a-ha está marcado para dia 04 de dezembro de 2010, em Oslo, país natal do vocalista Morten Harket, do guitarrista Paul Waaktaar-Savoy e do tecladista Magne Furuholmen.
Saia curta e privataria
Uma das maiores tragédias do neoliberalismo foi difundir amplamente o circuito de instituições de ensino privado pelo país afora. No Brasil, foi a “privataria” promovida pelo ex-ministro Paulo Renato – ex aluno, professor e reitor de universidade pública -, que depois passou a ser proprietário de entidade privada de assessoria a instituições privadas de ensino – via de regra, as mesmas que promoveu e autorizou a criação.
O que deveria ser direito, passou a ser mercadoria, bem a ser comprado no mercado, conforme o poder aquisitivo de cada um. A educação, que deveria diminuir as desigualdades originais das nossas sociedades, passou a multiplicá-las. A política de cotas – especialmente a partir do projeto de lei do governo federal, que reserva 50% da vagas de universidades públicas aos estudantes originários de escolas públicas – minora um pouco essa situação, se, resolvê-la.
A grande maioria dos estudantes universitários brasileiros está hoje em instituições privadas. Sem generalizar uma avaliação da qualidade do ensino nelas, pode-se dizer que o princípio de uma educação privada é ruim: paga-se para estudar, portanto, se se deixa de pagar, se deixa de ter o direito de seguir cursando. O princípio mercantil do custo-benefício preside essas instituições, que disputam alunos muito mais pelos preços que oferecem do que pela qualidade do ensino.
Há universidades e faculdades privadas, que mais parecem um shoping-center, em que fica difícil localizar onde está a secretaria, as salas de aula, o auditório, escondidos atrás de McDonalds e outras lojas. Sua visão mercantilista do ensino transforma definitivamente a educação numa busca de inserção no mercado. A grande maioria dos professores são superexplorados, ganham por hora-aula, sem contrato, não tem horário para pesquisa, nem carreira docente, trabalham em total precariedade.
O episódio de expulsão da moça que supostamente usava saia muito curta revela o universo desse tipo de instituição, supostamente de caráter educacional. Por si só – pelo comportamento maciço dos alunos e da diretoria da instituição – deveria servir para desqualificá-la como centro educativo. Provavelmente voltaram atrás na expulsão para tentar preservar o nome – o marketing – da Universidade e não porque consideram que foi uma decisão errada. Teve repercussões negativas “no mercado”, afetou o nome da empresa.
Um episódio como esse deveria servir para elevar em termos educativos, culturais, éticos, a todos os que participaram ou tiveram conhecimento dele. A direção da Universidade envolvida deve ser condenada e sua licença de funcionamento, questionada.
Trata-se de uma radiografia do que são esses espaços criados e formalizados pela privataria tucana. Muito mais arapucas de vender diplomas, centros comerciais, do que instituições que merecessem a classificação de educacionais.
Numa democracia a educação tem que ser gratuita, universal, pluralista, laica e de qualidade, para todos. Os que, por razões religiosas ou outras, querem matricular seus filhos em escolas religiosas, poderão fazê-lo, mas essas escolas não deveriam receber subsídios públicos, reservados para as escolas públicas.
Postado por Emir Sader (Grande Mestre das Ciências Humanas)
Sugestão de matéria: Zelita Santana , Acadêmica de Psicologia da Unime-Paralela.

Levo ao conhecimento dos meus leitores que a amiga Edna Sueiro de Almeida, necessita de transferência de sangue para procedimento terapêutico. Serão necessários 10 doadores de sangue de qualquer grupo. Os amigos que puderem colaborar deverão dirigir-se ao IHEBA (Instituto de Hematologia da Bahia), á rua da Flórida, n° 04, Graça, nos horários de 8:00 ás 11:00h.
Edna trabalhou no colégio Delta na sede de Brotas e na FacDelta da Paralela, antes da mudança para Unime. Agradeço a solidariedade.
Requisitos para doação:
Idade: 18 a 65
Peso: acima de 50 kg
Estar alimentado
OS VINTE ANOS DA QUEDA DO MURO DE BERLIM: PERDAS E DANOS QUE AINDA NÃO FORAM RECUPERADOS
* Ivandilson Miranda Silva
No dia 09 de novembro “comemorasse” o vigésimo aniversário da queda do muro de Berlim, fato que marca a desestruturação do chamado Socialismo Real. O muro foi construído em agosto de 1961 para repartir a Alemanha entre os aliados (os russos, os americanos, os ingleses e os franceses) que desde 1945 administravam Berlim por terem derrotado o nazismo.
A Inglaterra, a França e os EUA, representantes do bloco capitalista chegaram a um acordo consolidando a Alemanha Ocidental ou República Federal da Alemanha (RFA), e os soviéticos formaram a República Democrática Alemã (RDA), O mundo bipolar determinava essa divisão e a separação de histórias de vida de gente que nem se sentia representada pelo capitalismo ou pelo socialismo.
A União Soviética e os EUA estavam juntos para vencer Hitler e depois dividir um país para satisfazer seus interesses ideológicos e de expansão dos impérios. O saldo dessa Guerra Fria muito bem conceituada por histoiriadores e cientistas políticos não foi bom para o povo alemão como um todo. Nem o lado oriental, nem o ocidental sairam vencedores desse processo.
Por incrivel que pareça a Alemanha ainda não foi unificada, mesmo depois de vinte anos da queda do muro de Berlim, pois os relatos de jornalistas e especialistas na questão apontam para um atraso tecnológico e estrutural no lado oriental. Ainda existem duas Alemanhas.
Fica comprovado que essa necessidade de dividir os bens de um casamento efêmero entre capitalistas e socialistas, cerimonializado na segunda guerra só fez aumentar as diferenças entre os lados ocidental e oriental. O capitalismo não tem mais interesses no lado que era comunista? Ou isso faz parte de uma estratégia para mostrar que o atraso é culpa (ainda) dos amigos do grande irmão Stalin?
Para confortar e talvez se animar com o futuro, A chanceler alemã Angela Merkel é oriunda do lado oriental. A queda do muro de Berlim começa a por um fim a Guerra Fria na Europa e no mundo.
A partir do final de 1989, iniciamos um novo ciclo histórico com a predominância do capitalismo e desaparecimento do debate ideológico e (também) da bipolaridade. A unipolarização, a globalização, as guerras étnicas, as crises econômicas, o desenvolvimento da tecnologia e a redemocratização de países que viviam sob ditaduras, inclusive o Brasil com a eleição entre Lula e Collor, dão a tônica da nova ordem mundial. Mas ainda existem muitos muros para derrubar depois de vinte anos.
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*Graduado em Filosofia Pela Universidade Católica do Salvador (UCSAL), Especialista em Metodologia do Ensino, Pesquisa e Extensão em Educação Pela Universidade do Estado da Bahia (UNEB), Professor de Filosofia e Sociologia na Fundação Baiana de Engenharia (FBE) e no Colégio Acadêmico de Villas do Atlântico, Músico da Banda Periferia, Colaborador e Professor de Cinema e Contextualização na Associação Educacional, Cultural e Ambiental Comunidade Universitária, Leciona as Disciplinas Humanidades I e II na UNIME – PARALELA, Salvador, Ba. E-mail: Ivandilson-silva@ig.com.br, Blog: http://ivandilsonmiranda.zip.net
Beatriz Garcia | A TARDE*

Estudantes fazem o Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) neste domingo, 8. Na Bahia, 49.088 universitários fazem a prova. No Brasil esse número é de 1,1 milhão. O clima no Colégio Estadual Odorico Tavares, no Corredor da Vitória, antes da aplicação do exame, era de que a maioria iria realizar a prova, mas integrantes do Diretório de Estudantes da Ufba tentavam convencer os alunos a boicotar a avaliação. Eles distribuíram adesivos dizendo "Nota zero para o Enade, boicote já. Por uma avaliação de verdade".
O estudante de Direito da Ufba, Wanderson Pimenta, aderiu ao boicote. Ele deixou a sala com o tempo mínimo de 30 minutos e disse que respondeu apenas uma pergunta sobre quilombolas "por simpatizar com a causa". "O Enade é uma forma de mascarar as falhas do ensino superior, tentando colocar a culpa no ensino da universidade, sendo que a culpa não é só da universidade, mas também da política pública do país". Ele defende que o Ministério da Educação (MEC) faça um outro tipo de avaliação que também observe aspectos como pesquisa e extensão nas universidades.
Enquanto Wanderson se negou a realizar a prova, alguns alunos ficaram chateados ao chegar atrasados. Foi o caso da aluna de Contabilidade da Unicenid, Edvânia dos Santos, que saiu às 9h de Candeias de ônibus, no meio do caminho seguiu de táxi, mas chegou com um minuto de atraso e encontrou os portões fechados.
O coordenador da prova no Odorico Tavares, Manoel Calazans, disse que quem não realizou o exame não terá o diploma de conclusão do curso liberado. "Não tem como justificar a ausência. O aluno que não chegou a tempo será convocado para o Enade do ano seguinte e fará uma prova diferenciada com questões do ano anterior". O exame também é voltado para estudantes do primeiro ano de faculdade.
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