AMOR21:AS RELAÇÕES EM FOCO


Charge do dia: Amor do século XXI

Charge de David Horsey – Austrália.



Escrito por ivandilson-miranda às 14h00
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Campanha de doação para o Aristides Maltez repercute nas redes sociais; veja como doar

Assunto é trending topics do Twitter em Salvador nesta quarta-feira (29)

 

Campanha de doação para o Aristides Maltez repercute nas redes sociais; veja como doar - Assunto é trending topics do Twitter em Salvador nesta quarta-feira (29)

 

A situação complicada do Hospital Aristides Maltez está repercurtindo nas redes sociais, e já está nos trending topics do Twitter em Salvador, nesta quarta-feira (29). Os termos mais comentados são: DoaçãoHAM, Maltez, Aristides, CNPJ, Bahiana, Claudia Leite e Doações.

O Portal da Metrópole entrou em contato com a Liga Bahiana Contra o Câncer, que informou que as contas para fazer as doações são: CNPJ: 15180961/0001-00; BANCO DO BRASIL - AG.: 3025-2; C/C: 126578-4. CAIXA ECONÔMICA - AG.: 1236; C/C: 555-0; OPERADORA: 03.

Há também a possibilidade de fazer doações pelo site da Liga , clicando no banner "Sociedade Solidária" e preenchendo um formulário. O doador pode escolher enviar o formulário; entregá-lo no Hospital ou ainda, enviar pelo Correio para: Liga Bahiana Contra o Câncer - Endereço: Av. D. João VI, 332, Brotas - CEP 40285-001 - Salvador-Ba.

A campanha de doações para o hospital foi iniciada pela cantora Claudia Leitte, madrinha do setor de pediatria do hospital, que divulgou mais uma conta para a doação . O site oficial do clube do Esporte Clube Bahia, além do Facebook do BBMP , também estão divulgando a campanha.



Escrito por ivandilson-miranda às 12h31
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Carta Aberta Pelo Fim da Greve dos Policiais Militares da Bahia.

                          *Ivandilson Miranda Silva

É fato que a greve da polícia militar baiana já acarreta prejuízos de ordem econômica, política, social, cultural e principalmente psicológica. São mais de 100 (cem) homicídios e aproximadamente 400 bilhões em perdas por conta dos oito dias de paralisação e o carnaval ameaçado.

O terror toma conta do Estado e ganha as páginas dos jornais de todo mundo. A greve não é mais um problema de negociação entre o governador Jaques Wagner e as associações de policiais, a greve é um problema de toda sociedade.

Esse não é mais o momento de procurar “bode expiatório” para depositar toda responsabilidade pelo caos que se instaurou na Bahia. É preciso pensar em saídas para o impasse. Pensando em contribuir com propostas para fortalecer a ideia de um acordo entre as partes, o mais rápido possível, seguem sugestões:

1-         Suspensão dos 12 mandados de prisão e instauração de inquérito administrativo para que cada acusado tenha o direito de defesa das acusações e que os responsáveis sejam punidos após rigorosa apuração dos fatos;

2-         Criação da Comissão Institucional de Segurança Pública e Paz (CISPP) composta por integrantes das associações dos policiais militares e civis e sociedade civil como: OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), ABI (Associação Brasileira de Imprensa), centrais sindicais, movimento estudantil e popular (entidade representativa de associações de moradores). Essa comissão criará um debate permanente em torno do PLANO ESTRATÉGICO DE SEGURANÇA PÚBLICA PARA O ESTADO que inclui a discussão sobre a valorização do policial militar e civil;

3-         Que o Governo do Estado absorva as propostas de reajuste e Gratificação de Atividade Policial (GAP) e atenda as reivindicações que são mais urgentes. O restante continua em discussão com as associações e o Governo. 

 “É pela paz que eu não quero seguir admitindo” já alertava a banda O RAPPA.

 

________________________________________________

*Professor de Filosofia, mestrando em cultura e sociedade pela UFBA. e-mail: ivandilson-silva@ig.com.br



Escrito por ivandilson-miranda às 14h25
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MINHA MENSAGEM DE ANO NOVO

 

QUE 2012 SEJA:

 

PRA BRINCAR MAIS;

PRA SE ESTRESSAR MENOS;

PRA RIR MAIS;

PRA CHORAR MENOS;

PRA APRONTAR MAIS;

PRA APANHAR DOS PAIS MENOS;

PRA DESCANSAR MAIS;

PRA TRABALHAR MENOS;

PRA ABRAÇAR MAIS;

PRA EMPURRAR MENOS, PRINCIPALMENTE NO CARNAVAL;

PRA DORMIR MAIS;

PRA ACORDAR DISPOSTO PARA OS VÁRIOS FERIADOS DESTE NOVO ANO;

PRA COMER E BEBER MAIS OU MENOS, DEPENDENDO DAS SUAS DIETAS E PRETENSÕES CALÓRICAS PARA O PRÓXIMO PERÍODO;

PRA ODIAR MENOS, CHEGA DE TANTA COMUNIDADE “BABACA” NOS SITES DE RELACIONAMENTOS DIZENDO EU ODEIO ISSO, EU ODEIO AQUILO. COISA MAIS SEM GRAÇA;

PRA TER MAIS PAZ E VONTADE DE VIVER SEM FERIR NINGUÉM

PRA TER MAIS ATITUDE E MENOS ACOMODAÇÃO, POIS 2012 É UM ANO DE ELEIÇÕES;

PRA AMAR MAIS E SEM RESTRIÇÕES, POIS O AMOR É CONTAGIOSO E CONTAGIANTE;

QUE EM 2012 VOCÊ SEJA: MUITO MENOS DESANIMADO E MUITO MAIS ALEGRE E OTIMISTA COM OS DESAFIOS QUE VÃO APARECER PELA FRENTE.

 

ADEUS ANO VELHO, FELIZ ANO NOVO...

 



Escrito por ivandilson-miranda às 11h14
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Ex-jogador de futebol Sócrates morre em São Paulo

O ex-jogador Sócrates, de 57 anos, morreu na madrugada deste domingo. Segundo nota divulgada pelo Hospital Israelita Albert Einstein, o ídolo corintiano morreu às 4h30 (horário de Brasília) em consequência a um choque séptico, que uma infecção causada por bactéria.

Uma grande perda, um gênio da bola.



Escrito por ivandilson-miranda às 09h14
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Escrito por ivandilson-miranda às 15h51
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Definição de filhos

José Saramago


"Filho é um ser que nos emprestaram para um curso intensivo de como amar alguém além de nós mesmos, de como mudar nossos piores defeitos para darmos os melhores exemplos e de aprendermos a ter coragem. Isto mesmo ! Ser pai ou mãe é o maior ato de coragem que alguém pode ter, porque é se expor a todo tipo de dor, principalmente da incerteza de estar agindo corretamente e do medo de perder algo tão amado. Perder? Como? Não é nosso, recordam-se? Foi apenas um empréstimo".



Escrito por ivandilson-miranda às 22h35
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Oito filmes para melhorar a vida amorosa

Casais do cinema estimulam reflexões sobre amor, conquista, casamento e separações

Redação, iG São Paulo | 25/08/2011 13:52

Quem nunca encarou o celular esperando alguém ligar, questionou a satisfação no casamento ou se apaixonou loucamente? Os encontros e desencontros amorosos servem de lição para os relacionamentos. Com os filmes não é muito diferente: os dilemas e romances das tramas às vezes se parecem com a vida real e fazem o expectador rir ou chorar de seus próprios dramas. Veja uma seleção de oito histórias do cinema que têm algo a ensinar sobre o amor:

Ele Não Está Tão A Fim de Você, 2009
Bom para: cair na real sem encarar uma sessão de terapia
De forma divertida você vai descobrir que a vida amorosa pode ser bem difícil para mulheres sonhadoras. No racional mundo masculino, “sim” é “sim”, “não” é “não” e “talvez” é “não” também. A ingênua Gigi toma um fora atrás do outro até sacar que os caras realmente interessados não fazem número. É possível que no final você volte acreditar no amor, porém de uma forma mais esperta e realista. Não só as solteiras tirarão proveito do filme. Uma das discussões mais bacanas, e talvez a mais profunda, diz respeito ao modelo de “casamento feliz” que temos hoje. Com Jennifer Aniston, Jennifer Connelly, Morgan Lily e Ben Affleck.

Foto: Reprodução

Às vezes é preciso encarar a verdade e parar de fantasiar: ele simplesmente não está a fim de você

História de Nós Dois, 1999
Bom para: lembrar dos valores e dificuldades que todo casamento tem
Não há casamento que sobreviva por 15 anos sem altos e baixos. Quem está em um relacionamento estável se identifica com a crise conjugal de Ben e Katie, pais de dois filhos e em processo de separação. Será que mesmo com mágoas e desgaste vale a pena dar uma chance para resgatar o amor? Com Michelle Pfeiffer e Bruce Willis.

O Diário de Bridget Jones, 2001
Bom para: entender que o homem ideal não é o homem perfeito
Como tantas mulheres, Bridget tem resoluções para mudar o rumo de sua vida – e encontrar um namorado – depois do Ano Novo. Mas suas idealizações serão colocadas à prova quando ela começa a se relacionar com um homem que parece perfeito, mas não assume o romance entre eles. Será preciso perceber que o homem ideal é aquele que gosta dela como ela é, mesmo que ele tenha defeitos como usar roupas cafonas que ganhou da mãe. Com: Renée Zellweger, Colin Firth e Hugh Grant.


Harry e Sally – Feitos Um Para O Outro, 1989
Bom para: entender que é preciso de tempo, trabalho e autoconhecimento para um "final feliz". A personagem Sally ensina: amores verdadeiros e orgasmos falsos não são coisas que se revelam à primeira vista. Quando conheceu Harry a única coisa recíproca que eles tinham era a irritação. E assim como em relacionamentos fora das telas, o amor dos dois chegou sem fogos de artifício nem grandes revelações. O filme ajuda a lembrar que o amor não é mágico, mas as histórias de amor são. Com Meg Ryan e Billy Crystal.

Closer – Perto Demais, 2004
Bom para: perceber que é preciso fazer escolhas para manter um casamento
Uma sequência de traições entre dois casais mostra que a tentação está sempre ao lado e, mesmo amando alguém, outras pessoas interessantes vão passar pela sua frente: trair, separar ou assumir um casamento são escolhas com consequências. É o que acontece com o jornalista Dan, dividido entre a paixão pela namorada stripper e o encantamento por uma fotógrafa que conhece. Não é possível ter tudo. Com: Julia Roberts, Jude Law, Natalie Portman e Clive Owen.

Foto: Reprodução

“Closer” mostra as difíceis escolhas que o casamento traz


As Pontes de Madison, 1995
Bom para: entender que nem sempre o homem da sua vida é aquele com quem você vai viver
O casamento de Francesca não é lá estas coisas. Casada, mas solitária, a italiana passa os dias ocupada com os afazeres domésticos da fazenda onde mora com o marido. Quando um fotógrafo da National Geographic bate à porta para pedir uma informação, a vida da dona de casa muda - embora ela opte por continuar no mesmo lugar. Romance nem sempre enche barriga. Mas os quatro dias de sonho vividos por Francesca e Robert, o fotógrafo, são suficientes para embalar a vida dela até o fim. E para desencadear nas espectadoras um choro ainda mais copioso do que a tempestade que desaba na hora da difícil decisão de Francesca. Com Meryl Streep e Clint Eastwood.

Foto: Reprodução

Em "De Repente é Amor", Kutcher e Peet ensaiam, mas nunca engatam, uma relação

De Repente é Amor, 2005
Bom para:
aprender a valorizar os encontros inesperados que a vida oferece
Oliver e Emily parecem não ter nada em comum. Ficam juntos assim que se conhecem, mas não engatam uma relação logo de cara: entre desencontros e muita cumplicidade eles passam anos esperando as condições perfeitas para uma relação: mas será que existe o momento ideal? Com Ashton Kutcher e Amanda Peet.

Alguém tem que ceder, 2003
Bom para: repensar os padrões e aparências da relação amorosa
É possível colocar na balança algumas expectativas em relação ao par perfeito assistindo o encontro entre um homens mais velho que só se relaciona com mulheres jovens e uma mulher mais velha que é conquistada por um homem mais jovem. Quem será a boa companhia para viver a vida e será que os estereótipos de casais perfeitos importa? O longa mostra que nunca é tarde para aprender a ser feliz de um jeito diferente do que você sempre planejou. Com: Jack Nicholson, Diane Keaton, Keanu Reeves e Amanda Peet.



Escrito por ivandilson-miranda às 17h57
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“É PROIBIDO PROIBIR”, MAS É DEMOCRÁTICO NÃO QUERER OUVIR: REFLETINDO SOBRE A POLÊMICA DO PAGODE BAIANO.

 

Ivandilson Miranda Silva *

 

Mais dias, menos dias, essa discussão teria de vir à tona. O pagode baiano, ou melhor: a parte do pagode baiano de baixo nível está nas páginas dos jornais impressos, nos noticiários televisivos, nas rádios, nas ruas de Salvador e em todo o Brasil, depois da reportagem do programa Fantástico do domingo, 31 de julho de 2011.

 

É lamentável que a nossa música tenha chegado nessa situação trágica e o pagode baixo astral é apenas a ponta do iceberg. O Funk carioca (salvo raríssimas exceções) é terrível, as bandinhas coloridas de rock (os filhos dos TELETUBBIES) são fraquíssimas, o forró hollywoodiano estimula a produção de testosterona por expor várias mulheres em micro-trajes nos shows. Enfim, a falta de conteúdo em boa parte dos gêneros musicais é uma triste realidade.

 

A parte do pagode baiano de baixo nível (sem generalizar, pois existem bons grupos à exemplo do Harmonia do Samba) tem mobilizado diversas opiniões por conta do projeto da Deputada Luiza Maia (PT) que propõe a proibição do uso de dinheiro público para a contratação de bandas cujas músicas incentivam o preconceito e a violência contra as mulheres. O projeto bate de frente com as “músicas” produzidas por essas bandas.

 

Alguns títulos das músicas criticadas pelo projeto dão a exata dimensão do abismo em que estamos. Espero que os leitores possam suportar tanta concentração de preconceito e revolta contra as mulheres. Vamos lá!

 

Esfrega a Xana no Asfalto“, “Me dá a Patinha”, “Piroca No Peito“, “Cretina”,” Todo enfiado”, são exemplos da péssima linha de composição adotada por esses grupos. Ouvir e dançar ao som dessa excrescência (algo inútil e desnecessário) é aceitar a concepção de mulher objeto tão combatida pelos movimentos sociais ao longo de todo século XX.

 

Temos o direito de criticar e não querer ouvir esse tipo de “música”, mas proibir a contratação pública dessas “bênçãos” através de um projeto, acaba fortalecendo e dando “Ibope” a essa “gente que não se respeita”. Mas, mesmo sem aprovação de nenhuma lei qualquer prefeitura ou governo, tem o direito de escolher as suas atrações musicais primando pela qualidade dos seus trabalhos. Governante que se preza não contrata bandas que pregam a violência e a desvalorização do papel da mulher na sociedade.

 

É preciso estimular movimentos que questionem o vazio que anda rondando a existência humana nesse “começo de era”. Coisas superficiais como: livros (os de auto-ajuda principalmente), músicas, programas de televisão sensacionalistas, políticos e até instituições educacionais, devem ser repensadas. “É preciso cultura para cuspir na estrutura”, já dizia o velho e bom Raul Seixas.

 

 

*Um servo do saber em busca da batida perfeita.



Escrito por ivandilson-miranda às 21h43
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Amor Platônico: Parte do Primeiro Capítulo da Minha Dissertação

 

A abordagem sobre o amor que marca a antiguidade ocidental são conceitos platônicos estruturados em “O banquete”, obra composta por diálogos, onde sete oradores dispõem elogios ao deus Eros em comemoração à vitória de Agatão, num concurso de tragédias. Fedro, Pausânias, Erixímaco, Aristófanes, Sócrates, Alcibíades e Agatão são os autores dos discursos, e conceituam o amor em diversas possibilidades.

O discurso de Fedro, primeiro orador, apresenta Eros como o deus mais antigo que surgiu depois do Caos da terra. Eros é divindade impressionante não apenas para os homens, mas também para os pares, pois seu domínio se estende a todos os seres do cosmos. De tudo o que o ser humano pode ter – vínculos de sangue, valores como dignidade e ética – apenas Eros pode fazer nascer a beleza, por ser o mais antigos dos deuses.

Assim, de muitos lados se reconhece que Amor é entre os deuses o mais antigo. E sendo o mais antigo é para nós a causa dos maiores bens. Não sei eu, com efeito, dizer que haja maior bem para quem entra na mocidade do que um bom amante, e para um amante, do que o seu bem-amado. Aquilo que, com efeito, deve dirigir toda a vida dos homens, dos que estão prontos a vivê-la nobremente, eis o que nem a estirpe pode incutir tão bem, nem as honras, nem a riqueza, nem nada mais, como o amor. (PLATÃO, 1987, p.45)

 

Pausânias, segundo orador, estabelece um paradoxo entre o amor pandemia (popular/vulgar), que valoriza no amor mais o corpo que a alma; do amor urânio ou celestial, que ama mais a alma que o corpo.  Para ele, qualquer ação realizada não é, em si mesma, nem boa nem ruim. Para que uma ação seja boa, ela deve ser fundamentada na justiça. O mesmo acontece com o amor. Assim, atender apenas ao Eros popular é prender-se, exclusivamente, aos caprichos da matéria.

Erixímaco é o terceiro orador e complementa o discurso de Pausânias ao referir  que o Eros não existe somente nas almas dos homens, mas em muitos outros seres. Como médico, defende que a natureza orgânica comporta dois Eros: saúde e doença. Um é o amor que pertence ao corpo são; o outro é o que reside no corpo enfermo. Tal qual a medicina, que procura a convivência entre os contrários, o amor deve procurar essa harmonia entre as necessidades físicas e espirituais.  “A natureza dos corpos, com efeito, comporta esse duplo amor; o sadio e o mórbido são cada um reconhecidamente um estado diverso e dessemelhante.” (PLATÃO, 1987, p.09).

Aristófanes apresenta o célebre e polêmico mito dos ”andróginos” que representa nossa unidade primitiva e posterior mutilação. Para ele, havia inicialmente três gêneros de seres humanos, que eram duplos em si mesmos: os machos, que tinham dois sexos de homem; as fêmeas, com dois sexos de mulher e os andróginos detentores de ambos os sexos. O macho, explica Aristófanes, nasce do sol; a fêmea da terra, a espécie mista (os andróginos) da lua, que participa daquele e desta.  Registra que o sol, a terra e a lua – pela força e ausência de medo – buscam escalar o céu para combater os deuses. Diante de um ato tão ousado, Zeus decide puni-los, segmentando-os em dois: 

Depois de laboriosa reflexão, diz Zeus: “acho que tenho um meio de fazer com que os homens possam existir, mas parem com a intemperança, tornados mais fracos. Agora, com efeito, continuou, eu os cortarei a cada um em dois, e ao mesmo tempo eles serão mais fracos e também mais úteis para nós, pelo fato de se terem tornado mais numerosos;  andarão eretos, sobre duas pernas, se ainda pensarem em arrogância e não quiserem acomodar-se, de novo, eu os cotarei em dois, e assim sobre uma só perna eles andarão.” Logo que o disse pôs-se a cortar os homens em dois. (PLATÃO, 1987, p.12).

 

Findava-se assim a completude, a unidade. A partir de então, cada parte é obrigada a buscar a outra metade. A tal desejo, à procura, Aristófanes designa amor e, quando satisfeito, garante a felicidade. É o próprio conceito de amor fusional que liberta o indivíduo da solidão e recompõe a completude. Trata-se de amor exclusivo, pois cada um, tendo por situação uma só metade, só poderia viver um único amor (as bases para a monogamia).

Agatão destaca em Eros a juventude, a delicadeza, a beleza, a justiça, a coragem e várias outras virtudes, pois está na origem de todas elas. Agatão critica os antecessores, vez que considera que elevaram por demais a Eros sem, em princípio, explicar-lhe a natureza. “A única maneira correta de qualquer elogio a qualquer um é, no discurso, explicar em virtude de que natureza vem a ser causa de tais efeitos aquele de quem se estiver falando.” (PLATÃO, 1987, p. 14).

A partir da observação feita aos antecessores, Agatão passa a explicar que o amor é o mais belo dos sentimentos por ser o mais jovem dos deuses. Eros, segundo Agatão, se encarrega de manter a juventude através da fuga, pois o jovem amor tenta o tempo todo escapar da velhice para manter a beleza própria.

Dessa qualidade ele próprio se encarrega de ministrar-nos uma prova evidente: é a de que fugindo, evita ser alcançado pela velhice, que inegavelmente é em si mesma rápida, como se depreende do fato de vir a nós mais depressa do que deveria. Eros, de conformidade com sua própria natureza, sente verdadeiro ódio à velhice e não suporta sua vizinhança, nem mesmo a grande distância.  (PLATÃO, 1987, p 14)

 

Sócrates, o sexto a discursar, afirma que o amor é algo muito desejado, mas como objeto do desejo, só pode ser desejado quando  falta, pois ninguém deseja aquilo de que não carece. Deste modo, o que se ama é justamente o que não se tem. Ou seja, o objeto do amor é sempre ausente e, ao mesmo tempo, solicitado: “Não está então admitindo que aquilo de que é carente e que não tem é o que ele ama?” (PLATÃO, 1987, p. 19). O amor para Sócrates não significa completude, como no registro de Aristófanes, mas incompletude; não é presença, mas falta.

No discurso, Sócrates questiona a posição do amor fusional, caracterizada no mito dos “andróginos”. Amar é carência e uma vontade de querer possuir o objeto amado para sempre. Por isso, o amor não escapa da escassez absoluta. Visando a solucionar o problema do amor como falta, Platão propõe o “parto pela beleza”, pelo espírito ou pela família. A natureza mortal, para Platão, sempre busca a perpetuidade, mas só pode realizá-la por intermédio da geração, deixando sempre um indivíduo mais jovem no lugar de um mais velho ou pela criação na arte, na política ou na filosofia, pois uns parem segundo o corpo e outros segundo o espírito. São duas soluções para escapar dessa incompletude.

Por conseguinte, aqueles que estão fecundados em seu corpo voltam-se de preferência para as mulheres, e é desse modo que são amorosos, pela procriação conseguindo para si imortalidade, memória e bem-aventuranças por todos os séculos seguintes, ao que pensam; aqueles, porém, que é em sua alma- pois há os que concebem na alma mais do que no corpo. Entre estes estão todos os poetas criadores e todos os artesãos que se diz serem inventivos; mas a mais importante, disse ela, e a mais bela forma de pensamento é a que trata da organização dos negócios da cidade e da família, e cujo nome é prudência e justiça - destes por sua vez quando alguém, desde cedo fecundado em sua alma, ser divino que é, e chegada a idade oportuna, já está desejando dar à luz e gerar, procura então também este, penso eu, à sua volta o belo em que possa gerar; pois no que é feio ele jamais o fará. (PLATÃO, 1987, p.25)

 

Alcibíades procura muito mais fazer um elogio a Sócrates do que discorrer sobre o amor e relata experiências que tiveram no passado. Deste modo, em “O banquete”, Platão celebra Eros, sobretudo, pela ideia, onde cada um visa , através de  discursos, captar a essência do amor. Ao que parece, entretanto, os dois discursos de maior relevância e provocação são os de Aristófanes e Sócrates. Aristófanes, com a concepção da completude que busca o “elo perdido” ou a “alma gêmea”, como comumente é caracterizado na contemporaneidade; e Sócrates, com a proposição de incompletude, pois ama-se  o que  falta e, ao  encontrar-se, o sentimento esmorece.

O amor para Platão, deste modo, se estabelece como uma energia que estimula o indivíduo ao autoconhecimento, à verdadeira natureza. O amor, como revela Diotima – personagem na referida obra que ensina Sócrates – não pode ser belo nem feio, pobre ou rico, sábio ou ignorante, mortal ou imortal, homem ou deus. O amor é uma espécie de gênio mediador entre homens e deuses. Assim, apresenta-se como um poder desconcertante e instigador que orienta os homens na eterna busca pela felicidade e mostra que se é capaz de apreender que a beleza da alma é mais valiosa que a física, residindo aí a ideia essencial do conceito de amor platônico.



Escrito por ivandilson-miranda às 16h41
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Treinador de pegadores fala sobre ensinamentos de conquista


Richard La Ruina tem a receita do sucesso com as mulheres: bom humor, controle e um pouco de arrogância
Julia Reis, iG São Paulo | 07/07/2011 07:50

Ele não é Don Juan, mas se diz capaz de conquistar qualquer mulher. Richard La Ruina, empresário britânico de 31 anos, é especialista em sedução – um “Pick Up Artist”, como prefere definir. Autor bem-sucedido do livro “The Natural Art of Seduction”, que será publicado no Brasil ainda em 2011, La Ruina ganha a vida treinando homens solteiros em busca de amor, paixão ou nada além de muitas aventuras.

Ex-tímido, ex-solitário e ex-analista financeiro, Richard nunca havia beijado uma garota até completar 21 anos. Depois disso, tudo mudou. Aprendeu o “ofício” e, em 2006, fundou a “PUA Training” – empresa que reúne equipes formadoras de “pegadores” com representação em vários países, inclusive Brasil.

Conversamos com Richard para saber o que ele tem ensinado aos homens sobre as mulheres. Confira!

 
Richard La Ruina ensina a arte da conquista para homens de 18 a 55 anosiG: Qual é o perfil dos homens que procuram treinamento?
Richard La Ruina: Atendo de estudantes até empresários, entre 18 e 55 anos. São caras legais, introvertidos e que não têm o ego inflado. Eu diria que 80% dos homens que nos procuram querem uma namorada e 20% querem ter vários encontros e tirar o atraso dos anos que perderam.

iG: Quais são as principais dificuldades deles na hora de abordar uma mulher?
Richard La Ruina: Eles não sabem como abrir a conversa, também ficam sem assunto durante o papo. Geralmente eles têm diálogos chatos e não sabem como avançar para dar um beijo na boca.


O que NÃO fazer no primeiro encontro ?
iG: Parece que o tipo “bonzinho” tem mais dificuldade com as mulheres. É isso mesmo?
Richard La Ruina: É basicamente isso. Mulheres são atraídas pelos “bad boys”, mas é totalmente possível que os caras legais conquistem garotas. Eles só precisam adotar algumas características de sedução, como fazer brincadeiras, ficar indisponível de vez em quando, representar um desafio para a mulher e ser um pouco arrogante. Enfim, ele deve estar no controle, ser um “macho alfa”! Tem outras coisas, mas esse é um bom começo.

iG: Arrogância? Mulheres gostam disso?
Richard La Ruina: Funciona porque mostra que você não está intimidado diante da beleza dela. Mas isso deve ser sempre feito sutilmente, com um sorriso. Um homem arrogante e sério não é legal.

 
Richard La Ruina: "Se ganhar um olhar de volta, pode apostar no beijo"iG: Sobre os treinamentos com imersão, como eles funcionam?
Richard La Ruina: O “bootcamp” é um tipo de curso intensivo no qual os homens passam um fim de semana em treinamento. Eles aprendem na teoria sinais de linguagem corporal, técnicas de conversação e outros. Também participam de um trabalho de campo para testar as habilidades de conquista: durante o dia vão ao shopping e à noite ao bar ou balada. Outro intensivão pode ser feito na casa da pessoa, individualmente.

iG: Quais são as recomendações principais que você dá sobre conquista?
Richard La Ruina: O contato visual deve ser sólido e ele não pode hesitar ao falar. Também é importante não fazer muitas perguntas e mesclar a conversa com afirmações. Ser brincalhão – e não sério demais – é bem mais atraente. Tocá-la no braço durante o encontro ajuda a construir uma conexão. Já na hora do beijo, ele deve tomar a liderança e olhar com desejo para ela: se ganhar um olhar de volta, pode apostar no beijo.

iG: Mas não queremos saber só os truques que seus alunos levam na manga. Qual o segredo para uma mulher seduzir um homem? O que mexe com você?
Richard La Ruina: Eu gosto de mulheres dóceis, mas também com um lado sexy. Tem que ser amável e gentil e não ser fácil demais. Deve ser dura comigo, interessante e interessada. Um bom jeito de ganhar minha atenção logo no começo é me desafiar e ser atrevida. É excitante.

 



Escrito por ivandilson-miranda às 13h06
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Saravá Jazz Bahia

 
Grupo soteropolitano de música instrumental, Idealizadoe liderado por Márcio Pereira (Guitarra, composição e direção musical), queapós viver quase três anos em New Orleans, cidade onde nasceu o jazz no sul dosU.S,  volta à terra natal e sereúne com os músicos Ângelo Santiago (Contrabaixo acústico),  e Carlos Careca (Bateria), formando oSaravá Jazz Bahia. Márcio Pereira obteve o título de mestre em música pelaUniversity of New Orleans e atuou intensamente no cenário musical desta cidade,bem como noutras cidades americanas. Ângelo Santiago e Carlos Careca, além demúsicos atuantes, são professores nos seus instrumentos. A proposta do grupo écombinar a tradição musical do Jazz aos elementos da cultura musical baiana;trazendo um repertório de altíssima qualidade que reúne composições próprias ede gênios consagrados como Duke Ellington, Thelounius Monk e Tom Jobim, dentreoutros.As interpretações “recheadas” de improvisações inspiradas e singulares.



Escrito por ivandilson-miranda às 10h44
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Juiz goiano anula união homoafetiva e OAB contesta

Agência Estado

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) contestou hoje a decisão de um juiz de Goiânia, tomada na última sexta-feira, 17, que mandou anular todas as uniões estáveis entre homossexuais. A determinação do juiz Jeronymo Pedro Villas Boas, da 1ª Vara da Fazenda Pública Municipal e Registros Públicos de Goiânia, contraria o Supremo Tribunal Federal (STF).

O juiz Villas Boas determinou ainda que todos os cartórios de Goiânia recusem pedidos de contratos de união estável entre gays. Em nota, o presidente em exercício da OAB nacional, Miguel Cançado, afirmou que a decisão do juiz de Goiânia é "um retrocesso moralista". "As relações homoafetivas compõem uma realidade social que merecem a proteção legal", afirmou.

Na sexta-feira, o juiz de Goiânia anulou, de ofício (sem ter sido provocado), a união estável do casal Liorcino Mendes e Odílio Torres, celebrada em contrato no dia 9 de maio passado. Foi o primeiro casal de Goiânia a tomar essa iniciativa após o Supremo Tribunal Federal (STF) aprovar a união estável entre homossexuais no dia 5 de maio.

A decisão do Supremo é vinculante e tem de ser acatada pelas demais instâncias do Judiciário. Ao tomar a decisão, o magistrado alegou que o STF mudou a Constituição ao definir que casais gays podem registrar em cartório uniões estáveis. Na avaliação do juiz, esse tipo de mudança caberia apenas ao Congresso. O casal Liorcino Mendes e Odílio Torres promete recorrer e ir ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ
) contra a decisão de Villas Boas.



Escrito por ivandilson-miranda às 20h41
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Poema de Amor de Mário Quintana

1) Amar:

Fechei os olhos para não te ver
e a minha boca para não dizer...
E dos meus olhos fechados desceram lágrimas que não enxuguei,
e da minha boca fechada nasceram sussurros
e palavras mudas que te dediquei...

O amor é quando a gente mora um no outro.

2) Amor
Quando duas pessoas fazem amor
Não estão apenas fazendo amor
Estão dando corda ao relógio do mundo

3)  BILHETE
Se tu me amas, ama-me baixinho
Não o grites de cima dos telhados
Deixa em paz os passarinhos
Deixa em paz a mim!
Se me queres,
enfim,
tem de ser bem devagarinho, Amada,
que a vida é breve, e o amor mais breve ainda...



Escrito por ivandilson-miranda às 22h21
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Abdias do Nascimento morre aos 97 anos

Da Redação

Morreu na manhã desta terça-feira, 24, no Rio de Janeiro, o escritor, político, jornalista, artista plástico, poeta, ator e diretor teatral Abdias do Nascimento. Abdias foi um dos maiores expoentes do país da luta contra a discriminação racial e pela valorização da cultura negra.

Nascido na cidade de Franca (SP), em 14 de março de 1914, o professor foi o criador do chamado Teatro Experimental do Negro, que promoveu, a partir de 1944, a inserção do artista afrodescendente no cenário teatral brasileiro. No campo da política, iniciou sua atividade em 1930 na Frente Negra Brasileira e, posteriormente, na organização do 1º Congresso Afro-Campineiro, que tinha por objetivo discutir políticas de combate à discriminação racial.

Por conta da perseguição política, o professor esteve exilado por 13 anos, quando passou pelo Caribe, pela África e pelos Estados Unidos,  foi professor universitário e escreveu uma série de livros sobre discriminação racial. Na volta, exerceu os cargos de deuptado e senador,além de ter sido secretário de estado de Defesa e Promoção das Populações Afro-Brasileiras, no Rio de Janeiro, e de Direitos Humanos, em São Paulo.

No campo das artes, foi pioneiro ao atuar e dirigir um espetáculo que teve como tema elementos da religiosidade afro-brasileira, no espetáculo Aruanda, de Joquim Ribeiro. Como jornalista, Abdias comandou, entre 1948 e 1951, o jornla Quilombo, órgao que se voltada para notícias de diversos movientos negros. Mais tarde, em 1961, como resultado da atuação no teatro e no jornalismo, lança dois livros: Damas para Negros e Prólogos para Brancos, que reúnem peças nacionais sobre a cultura negra, encenadas pelo Teatro Experimental do Negro.

Abdias deixa a esposa Elisa Larkin, um filho e incontáveis seguidores. A família ainda não informou quando será o enterro.

As informações são do blog Correio Nagô. A reportagem de A TARDE apura maiores detalhes.


Site em homenagem aos 90 anos do escritor: 
www.abdias.com.br




Escrito por ivandilson-miranda às 14h33
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